Modelo brasileiro pioneiro de resposta a desastres climáticos, fundo já impactou mais de meio milhão de pessoas no Brasil e une inovação, agilidade e impacto social
As seguradoras Zurich Seguros, do Grupo Zurich, e a Zurich Santander, joint-venture fruto da parceria entre o Grupo Zurich e o Banco Santander, acabam de anunciar, por mais um ano, a destinação de mais R$ 2 milhões ao Fundo de Catástrofes para 2026, iniciativa voltada ao apoio da população brasileira em situação de vulnerabilidade em função de desastres climáticos e situações de calamidade pública.
O fundo, criado e mantido pelas seguradoras em parceria com o Movimento União BR e o Instituto da Criança, estabeleceu um modelo inovador de investimento social privado para resposta rápida e estruturada a desastres naturais no Brasil. Em 6 anos, a iniciativa já destinou mais de R$ 20 milhões e beneficiou 550 mil pessoas de todas as regiões do país, oferecendo ajuda emergencial imediata e apoio à reconstrução de comunidades.
O diferencial do Fundo não está só no volume aportado, mas no desenho pioneiro do mecanismo. Com conta exclusiva, processos decisórios pré-autorizados e execução em parceria com organizações sociais especializadas, o modelo permite que o auxílio privado chegue rapidamente a quem mais precisa – a liberação de recursos ocorre em apenas 3 a 5 dias úteis, enquanto o padrão em grandes empresas pode variar de 20 a 90 dias.
“Quando ocorre um desastre, como enchentes, secas ou crises humanitárias, as comunidades atingidas não podem esperar. Muitas vezes, há necessidade dos itens mais básicos, desde água e alimentos até atendimento de saúde, e essas necessidades precisam ser identificadas e sanadas com agilidade” explica Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros. “Esse é o propósito do Fundo: organizar o investimento privado e responder com velocidade e consistência a crises climáticas e humanitárias, cada vez mais recorrentes no país, apoiando famílias que perderam tudo, e ajudando na reconstrução de estruturas que sustentam o futuro das comunidades”, afirma.
O funcionamento do Fundo
O Fundo de Catástrofe nasceu oficialmente em 2022, mas sua origem remonta a 2019, quando a Zurich começou a atuar de forma sistemática no apoio a comunidades afetadas por desastres no Brasil. Na época, a companhia esteve presente em crises como o rompimento da barragem de Brumadinho, a pandemia de Covid-19 e eventos climáticos extremos como enchentes, secas e incêndios.
Em 2022, o Fundo foi oficializado como uma iniciativa recorrente com recursos pré-estabelecidos, funcionando a partir da atuação integrada de seus parceiros. A Zurich Seguros e a Zurich Santander são as mantenedoras do fundo, reforçando a importância de associar a atuação empresarial a impactos concretos para a sociedade.
“Acreditamos que a resposta às crises sociais e ambientais deve estar no centro da estratégia das empresas, e como seguradoras, temos a oportunidade de ir além da indenização, conectando nossa atuação empresarial a um impacto positivo direto na vida das pessoas, especialmente aquelas que estão em situação de maior vulnerabilidade social”, afirma Natalia Moreira, gerente sênior de Sustentabilidade da Zurich Santander.
Já o Movimento União BR atua diretamente na execução das ações de campo, desde o mapeamento de necessidades até a entrega de itens de auxílio. “Nas tragédias climáticas, somos os primeiros a chegar e os últimos a sair. O Fundo de Catástrofe tem sido essencial para ampliar nossa capacidade de agir com rapidez e eficiência desde o dia zero de uma crise”, explica Tatiana Monteiro de Barros, presidente da organização. “Juntos, conseguimos oferecer o socorro imediato necessário e deixar um legado positivo para as regiões afetadas”, conclui.
O Instituto da Criança, por sua vez, assegura a gestão social do Fundo com conformidade e transparência. “O Fundo mostra como o investimento social privado pode ser estruturado com governança, transparência e resultados mensuráveis. Conectamos a Zurich e a Zurich Santander a causas de alto impacto, garantindo que cada recurso seja aplicado com responsabilidade e gere transformação real”, afirma Pedro Werneck, Cofundador e Presidente do Instituto da Criança.
A gestão inovadora do fundo rendeu às instituições até mesmo um reconhecimento internacional: em julho de 2025, o Fundo de Catástrofes foi premiado no BRICS Solutions Awards na categoria Innovative Financing for Sustainability, em Fórum Empresarial que precedeu o encontro da cúpula dos chefes de Estado dos BRICS no Brasil. A premiação destacou soluções escaláveis de impacto social e ambiental, consolidando o modelo brasileiro como referência global de resposta privada a desastres climáticos.



































