Porto Alegre foi palco, nos dias 20 e 21 de março, do Brasesul 2025, um dos mais importantes encontros do setor de seguros da região Sul do Brasil. Durante o evento, foi apresentada uma pesquisa detalhada conduzida pelo professor Maurício Tadeu Barros Morais, mestre e especialista em planejamento e gestão empresarial. 

O estudo, segundo Morais, traça um panorama do relacionamento entre corretores e seguradoras, foi entregue aos representantes das companhias seguradoras patrocinadoras do evento e apresentado no Painel dos Presidentes, do Brasesul, com a preservação dos dados. O estudo tem cerca de 500 páginas.

“A pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar necessidades de melhoria no relacionamento comercial, na operação e no atendimento das seguradoras, de forma segmentada e regionalizada”, sendo analisada as sete microrregiões do Rio Grande do Sul, as sete microrregiões de Santa Catarina e as cinco microrregiões do Paraná, além da visão de cada estado e ao final de todo o Sul,  ressalta o professor.

Além disso, o levantamento qualificou a percepção dos corretores sobre a performance das principais empresas do setor nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e saúde. A metodologia utilizada combinou abordagem mista – quantitativa e qualitativa, utilizando escalas de percepção e amostragem estatística válida, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 5%.

O estudo contemplou um levantamento do perfil dos corretores da região Sul, um diagnóstico socioeconômico e uma autoavaliação sobre a gestão das corretoras. Entre os principais temas abordados estão a política comercial das seguradoras, a eficiência no atendimento de sinistros, a qualidade dos serviços prestados e os desafios na intermediação de seguros. A pesquisa também trouxe comparativos concorrenciais baseados em indicadores qualitativos e quantitativos, fornecendo um panorama abrangente do setor.

A análise estatística revelou dados significativos sobre o mercado segurador, incluindo volume anual de prêmios emitidos, mix de produtos, faturamento, estrutura de colaboradores e adoção de sistemas de multicálculo e gestão. Além disso, foram abordadas questões como diversificação de produtos, fatores de sucesso profissional e visão dos corretores sobre mudanças comerciais, estratégicas, tecnológicas e até regulatórias no setor.

Outro ponto relevante foi a autoavaliação dos próprios Corretores, que destacaram desafios relacionados à gestão do tempo, produtividade e prospecção de clientes. O estudo também avaliou a satisfação dos corretores com suas seguradoras parceiras e identificou áreas prioritárias para melhorias no setor.

O professor Maurício Tadeu explica que a pesquisa foi aplicada em duas etapas: a primeira, no formato eletrônico, já a segunda etapa, presencial, foi realizada nas cidades de Curitiba (PR), Blumenau (SC) e Porto Alegre (RS), no decorrer do ano de 2024, respectivamente.

Com a entrega do material às seguradoras patrocinadoras do Brasesul 2025, espera-se que as informações coletadas sirvam como base para aprimoramentos no setor. 

Maurício Tadeu exemplifica que houve grande participação de corretores pessoas jurídicas, cerca de 90%. E dos que responderam aos questionários, a experiência profissional passa de 20 anos (entre 52% e 62%). “Registramos também um grau de escolaridade elevado, entre 55% a 77% de corretores com nível superior completo ou pós-graduação”, conta. Outro dado importante é que a faixa etária predominante foi 50+, entre 57% e 64%.

Segundo o Coordenador do Brasesul 2025, José Antonio de Castro (foto), a expectativa é que as seguradoras se beneficiem destes dados para promoverem evoluções estruturais e estratégicas melhorando ainda mais o ambiente para que os Corretores obtenham um melhor desenvolvimento e com isso possam entregar muito mais aos segurados. “Isso reforça a importância da interlocução e do alinhamento de interesses dentro do mercado segurador brasileiro. Entregamos esta pesquisa, que gerou muita dedicação e envolvimento de todos, pois acreditamos e desejamos que o Brasesul seja muito mais do que apenas um Congresso e Feira, mas sim um movimento transformador, de apoio e desenvolvimento de nossa indústria de seguros”, salienta José Antonio.

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