Fernando Dantas*
Existe, no Brasil, um segmento econômico que movimentou R$ 764 bilhões em 2025, possui projeções consistentes de crescimento para os próximos anos e está redefinindo a forma como pessoas e empresas tomam decisões sobre patrimônio, longevidade, sucessão, proteção financeira e gestão de riscos. Mas, provavelmente, poucos brasileiros sabem que esse setor é o mercado de seguros, previdência aberta, capitalização e saúde suplementar.
Talvez esse seja um dos maiores paradoxos da economia brasileira.
Enquanto o setor de seguros cresce, se sofistica e amplia suas conexões com praticamente todos os segmentos da economia, ele continua sendo pouco compreendido e reconhecido fora do seu próprio ecossistema.
No ano passado, esse mercado arrecadou mais de R$ 764 bilhões e devolveu para a sociedade aproximadamente R$ 244 bilhões sob a forma de indenizações, benefícios, resgates e sorteios, cumprindo um papel silencioso, porém essencial, na proteção das famílias, das empresas e da economia nacional.
Mas os números, por si só, não contam a principal história.
O mercado mudou.
As fronteiras que separavam investimentos, planejamento financeiro, previdência privada, proteção patrimonial, sucessão empresarial, tecnologia, inovação e seguros praticamente deixaram de existir.
Os clientes passaram a demandar soluções integradas e, consequentemente, os profissionais necessitam, agora, compreender esse novo ambiente de negócios.
É justamente por isso que o mercado de seguros vem construindo, há alguns anos, projetos estratégicos voltados ao seu desenvolvimento.
O Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), liderado pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, estabelece diretrizes para ampliar a participação do seguro na economia brasileira e fortalecer sua contribuição para a sociedade.
Na mesma direção, a Federação Nacional dos Corretores de Seguros – Fenacor desenvolveu o Plano Diretor para o Mercado de Intermediação do Seguro (PDMIS), iniciativa que busca fortalecer a distribuição de seguros no Brasil, valorizar o corretor de seguros, ampliar a cultura do seguro e preparar o mercado de intermediação para os desafios das próximas décadas.
Esses movimentos apontam para uma conclusão inevitável: o futuro do mercado de seguros brasileiro exigirá profissionais cada vez mais preparados, especializados e conectados com as transformações da economia e da sociedade.
E aqui vale um esclarecimento importante.
O mercado de seguros não está precisando de menos corretores de seguros. Está precisando de melhores corretores de seguros.
Mais preparados. Mais especializados. Mais consultivos. Mais conectados às novas demandas dos consumidores e das empresas brasileiras.
Poucos profissionais no Brasil participam de decisões tão relevantes para a vida das pessoas e para a continuidade dos negócios quanto os corretores de seguros. Proteção patrimonial, previdência privada, sucessão empresarial, benefícios corporativos, gestão de riscos, longevidade e planejamento financeiro fazem parte do cotidiano de uma profissão que há muito tempo deixou de ser apenas comercial.
Talvez o maior erro seja imaginar que o mercado de seguros continua sendo apenas o mercado de seguros.
Hoje, ele dialoga diretamente com o mercado financeiro, com a tecnologia, com o empreendedorismo, com a inovação e com as novas formas de distribuição de produtos e serviços.
Não por acaso, bancos, fintechs, escritórios de investimentos, empresas de tecnologia, planejadores financeiros e diversos outros segmentos já possuem operações ligadas ao setor ou se relacionam diariamente com soluções que fazem parte desse ecossistema, muitas vezes sem conhecer sua dimensão, sua estrutura institucional e suas oportunidades de integração.
O mercado de seguros não está procurando substituir profissionais de outros setores. Está construindo pontes. E os profissionais que compreenderem essas conexões certamente estarão mais preparados para atender às novas demandas dos seus clientes.
Essa é uma das razões pelas quais o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros que acontecerá no Rio de Janeiro nos dias 27, 28 e 29 de agosto ganha uma relevância que ultrapassa a de um grande evento setorial.
Realizado apenas a cada dois anos, o Congresso tornou-se o principal ambiente de discussão sobre o futuro da distribuição de seguros no Brasil.
Mais do que um encontro do mercado, trata-se de uma verdadeira imersão nas transformações que estão moldando o futuro da proteção financeira, patrimonial e empresarial do país.
O Congresso foi concebido para o corretor de seguros, que é o protagonista desse ecossistema. Mas, a sua relevância alcança também todos aqueles que, por força das transformações do mercado, passaram a dialogar com o setor, seja por meio dos investimentos, do planejamento financeiro, da sucessão patrimonial, da tecnologia, da inovação ou do empreendedorismo.
Compreender como esse setor funciona deixou de ser um diferencial restrito aos profissionais do setor. Tornou-se uma vantagem estratégica para todos aqueles que desejam compreender para onde caminha a economia da proteção no Brasil.
A Escola de Negócios e Seguros (ENS), referência nacional na formação e especialização de profissionais do setor, é um dos exemplos de como esse mercado vem se profissionalizando e atraindo talentos e competências de diferentes segmentos da economia brasileira, sempre com elevado grau de formação técnica e compromisso com a excelência profissional.
Talvez uma das maiores oportunidades deste momento seja justamente conhecer um mercado que cresce de forma consistente, amplia sua relevância econômica e, ao mesmo tempo, permanece desconhecido por boa parte do ambiente empresarial brasileiro.
As inscrições para o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros se encerram no dia 31 de julho. Em mercados que se transformam rapidamente, compreender suas mudanças antes que elas aconteçam costuma ser uma vantagem competitiva.
Se o futuro da proteção financeira, patrimonial e empresarial do Brasil faz parte do seu presente profissional, talvez exista um lugar onde você deva estar no próximo mês.
Procure o Sindicato dos Corretores de Seguros do seu estado e informe-se sobre as condições de participação. E nunca se esqueça de que algumas transformações do setor podem ser acompanhadas à distância. Mas, outras precisam ser vivenciadas de perto.
*Vice-presidente de Comunicação da Fenacor
