JNS – Jornal Nacional de Seguros

Novo livro de Manuel Matos examina como a economia de dados redesenha a proteção ao segurado

O autor independente Manuel Matos lança o livro Da Intermediação à Infraestrutura — A Distribuição de Seguros e a Arquitetura da Confiança na Era dos Dados, disponível em www.manuelmatos.com.br/o-livro. A obra analisa como a convergência entre regulação, tecnologia e economia de dados está reorganizando a distribuição de seguros no Brasil, e coloca uma pergunta no centro: o que essa mudança entrega a quem contrata o seguro.

O argumento parte de uma constatação. Open Insurance, Open Finance, identidade digital e inteligência artificial não são temas isolados. São faces de uma mesma transformação: a reorganização da confiança numa economia movida por dados. A distribuição de seguros, antes apenas intermediário comercial, passa a operar como infraestrutura.

Matos desloca o foco do debate. A transformação do canal é o contexto, não o tema. O tema é o segurado, a pessoa que protege a si, a família e o patrimônio. Cada mudança regulatória ou tecnológica é avaliada por um único critério: serve ao interesse de quem contrata o seguro? O livro trata o corretor não como protagonista, mas como o agente que traduz a complexidade para o segurado, função que ganha peso na era da IA.

Escrito para legisladores, reguladores e executivos do setor, o livro é o primeiro de uma série. O segundo, As Infraestruturas de Mercado do Século XXI, está em desenvolvimento.

O LIVRO

TÍTULO Da Intermediação à Infraestrutura — A Distribuição de Seguros e a Arquitetura da Confiança na Era dos Dados

AUTOR Manuel Matos

ESTRUTURA Cinco partes e posfácio, em 27 capítulos

EXTENSÃO Cerca de 70 mil palavras IDIOMA Português (Brasil)

ACESSO manuelmatos.com.br/o-livro

Manuel Matos é autor independente e analista estratégico dos mercados de seguros e de infraestrutura digital. Escreve para legisladores, reguladores, formuladores de políticas públicas e executivos do setor. Sua trajetória soma quatro décadas no cruzamento entre seguro, tecnologia e regulação.

Nos anos 1980, participou da informatização de sistemas da SUSEP e desenvolveu um dos primeiros sistemas de gestão para corretoras de seguros, quando o setor ainda operava em papel. Atuou depois na gestão e reestruturação de seguradoras, com passagem pela presidência da seguradora da Caixa e participação na estruturação da BB Seguridade.

Como membro do Comitê Gestor da ICP-Brasil, participou da construção da infraestrutura de identidade e assinatura digital aplicada ao setor de seguros, aos notários e aos registradores. Contribuiu para a formulação dos conceitos de serviços eletrônicos compartilhados e de bases nacionais primárias de dados registrais, mais tarde refletidos na Lei nº 14.382/2022 e no Provimento CNJ nº 139/2023. Representou a Câmara dos Deputados no Comitê Executivo do Conselho Nacional para a Desburocratização — Brasil Eficiente.

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